terça-feira, junho 22, 2010

anotações de uma tarde

Sobre as palavras perdidas que poderiam permanecer assim por tempo indeterminado:

//teus minutos se esgotam
na velocidade da luz
entre a colina e o vento
o limite delicado
teus minutos se esgotam
e o último suspiro está suspenso.

//venho como quem vem em busca de algo, que está constantemente ausente.

//o teu mar corre entre meus espaços.

//lá onde o homem abandonou a criança
restou o tempo aberto das esperanças amorfas.

//me perco onde me encontram
quando encontrada, me escondo.

quarta-feira, junho 02, 2010

suspiro

A dor do amor perdido e a alegria de continuar vivo estão constantemente atreladas em Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (2009). O filme é sobre a necessidade de exteriorizar-se para fugir ou de tentar minimizar o peso da separação, que nunca é somente rompimento com outrem, mas, e princialmente, consigo mesmo.

Em paisagens incompreendidas, a personagem de Renato passa a relatar o que vê e sente, discorre entre amor e ódio e, sobretudo, ele fala de vida - a sua e a daqueles que atravessam o seu caminho, uma travessia recíproca. Porque, ao que me parece, ele também passa a ser determinante para esses outros, pessoas reais ímpares.

Renato redescobre as possibilidades sendo estrangeiro de si. E durante um alívio e uma recaída da saudade, ele acorda de sobressalto e percebe a vida em plenitude. Outra vez, mais uma vez, sempre de novo, entre o peso-leveza de estar vivo, sobrevivendo.

imagem: screenshot do filme

terça-feira, junho 01, 2010

linha reta

Às vezes, alegria se confunde com tristeza, que se confunde com alegria.