quarta-feira, junho 02, 2010

suspiro

A dor do amor perdido e a alegria de continuar vivo estão constantemente atreladas em Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (2009). O filme é sobre a necessidade de exteriorizar-se para fugir ou de tentar minimizar o peso da separação, que nunca é somente rompimento com outrem, mas, e princialmente, consigo mesmo.

Em paisagens incompreendidas, a personagem de Renato passa a relatar o que vê e sente, discorre entre amor e ódio e, sobretudo, ele fala de vida - a sua e a daqueles que atravessam o seu caminho, uma travessia recíproca. Porque, ao que me parece, ele também passa a ser determinante para esses outros, pessoas reais ímpares.

Renato redescobre as possibilidades sendo estrangeiro de si. E durante um alívio e uma recaída da saudade, ele acorda de sobressalto e percebe a vida em plenitude. Outra vez, mais uma vez, sempre de novo, entre o peso-leveza de estar vivo, sobrevivendo.

imagem: screenshot do filme

3 comentários:

Mari disse...

Eu gostei tanto desse filme. Imagem reais de nós mesmos.

Unknown disse...

"viajo porque preciso, não volto porque ainda te amo."
lembra?
:***

júlia disse...

sim, lembro. :)