Começar um texto pensando na incapacidade de falar sobre o assunto a que se dispõe é no mínimo arriscado ou perda de tempo. Porém, que é mais comum, escrever não é uma escolha, mas necessidade, seja para aliviar-se, seja para compartilhar. Escrever - uma vez que essa atividade não pede concomitantemente a presença de outrem para que ela se concretize – é ato livre, quem escreve mata e/ou faz nascer.
Deixar de ser através da escrita, transmutar-se através da escrita, sem compromissos segundos, porque tudo que você diz que é pode deixar de ser, mesmo depois de escrito. O não-compromisso é humano. Acontecia muito comigo o contrário, ao escrever tinha medo de me colocar tão severamente nas linhas de modo a enclausurar-me. A salvação seria então ato condenatório. Socorro! Que essas linhas nunca tenham força suficiente para me conter.
Ontem, comentando sobre esse blog, escutei: “eu não teria um blog porque minha opinião muda, muda muito rápido, muda sempre”, o que me fez pensar. Se o que for escrito aqui tiver como fim a perpetuação de idéias, opiniões, sonhos, eu paro. Desisto. Como já desisti e desisti porque não entendia plenamente o não-compromisso. Cada palavra escrita estigmatizava o que estava morto, deixando que apodrecesse em mim tudo. E, ao invés de expulsar, eu retinha.
Por necessidade: escrevo para matar - deixar ir o que já está morto. O nascimento é conseqüência. Mais que nascimento é vida. Morrer me ajuda a estar sempre viva.
Deixar de ser através da escrita, transmutar-se através da escrita, sem compromissos segundos, porque tudo que você diz que é pode deixar de ser, mesmo depois de escrito. O não-compromisso é humano. Acontecia muito comigo o contrário, ao escrever tinha medo de me colocar tão severamente nas linhas de modo a enclausurar-me. A salvação seria então ato condenatório. Socorro! Que essas linhas nunca tenham força suficiente para me conter.
Ontem, comentando sobre esse blog, escutei: “eu não teria um blog porque minha opinião muda, muda muito rápido, muda sempre”, o que me fez pensar. Se o que for escrito aqui tiver como fim a perpetuação de idéias, opiniões, sonhos, eu paro. Desisto. Como já desisti e desisti porque não entendia plenamente o não-compromisso. Cada palavra escrita estigmatizava o que estava morto, deixando que apodrecesse em mim tudo. E, ao invés de expulsar, eu retinha.
Por necessidade: escrevo para matar - deixar ir o que já está morto. O nascimento é conseqüência. Mais que nascimento é vida. Morrer me ajuda a estar sempre viva.

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